segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Horas são



Acorda cedo, disposto, escova os dentes, toma banho, lava o rosto. Quanto tem ou tempo, café é importante, um leite, uma fruta, biscoitos.
A roupa que cai bem, a que tem, mas não a melhor. Deixa para o baile o perfume, põe o desodorante e só.

Quatro estações lotadas, diferentes. No Brás ou na Sé, outono seco prensado, verão lotado, em pé.
O sonho é sossego, campo ou praia. Seja homem ou mulher, a marmita é sopa fria e o jeito é se virar sem colher.

Todo dia a mesma oração - horas vão. Mas afinal, que horas somos?
Barulho, cinza, carros, caixas, pessoas em silêncio.

Olho no chão – no nada. Contas, contas e mais quantas? Imposto! Obrigado! E nem “não há de quê” do outro lado.

É a esteira cíclica que rouba alegria e despeja a preguiça, do abraço, de querer fazer o bem.
De volta, um só corpo e a exaustão, abre a fechadura, janta, deita e sonha... Amém.


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