terça-feira, 11 de março de 2014

Nosso caos de cada dia



E se todo barco solto for um sonho navegando...
A maré, um cochilo bom ou confuso.
Pra lá e pra cá no sono, na cama, no oceano.

Tempestades seriam pesadelos, sim, por que não?
Dormir e acordar suado, molhado. Água com sal e açúcar.

Mas o que seriam as ruas e os carros?
E toda essa confusão maluca, afinal?
Pobres olhos que não pregam.

O mar, longe. O campo para o outro lado, distante.
O caos expulsa, mas a gente não se toca; se esbarra.
Buzinas, fumaças, gritos – ofensas próprias!

Entre a insônia e o sonambulismo nosso de cada dia.

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Um comentário:

  1. ... Urdo os sons de fora minuciosamente, castiga-me a trama, o peso, o calor, surdo estaria despido e mais perto... Noviço sozinho, medo, a medo o mesmo trecho de volta, só a volta, ida cega, na foz lavo copos sujos do ranço da dor e da linfa da alegria débil, os dias são diferentes? nadir e eu, primavera 32

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