quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

O malandro


Elegante, chapéu, andar cambaleante, olhar penetrante e muita lábia. Amado antes, odiado depois. Sem valer o que come; de muitos sobrenomes. O astro das ruas. O esperto de dia, o boêmio noturno.

A vida é um jogo, e é ele quem dá as cartas, faz apostas e sempre sai ganhando... Pelo menos alguma coisa. Nada é prejuízo.

Sente perfumes, beija e sai beijado. Primeiro amado, depois... O Depois é outro jogo. Agora ele está ganhando e não vai parar.

Coloca o chapéu, recolhe as roupas, e com o sapato nas mãos se despede. Um simples bilhete na cama diz: “até breve...”.

Sua ópera é formada do som dos gatos nos telhados com lata chutada na guia, de mais um gole, e do quebrar do vidro após o arremesso da garrafa vazia.

E ela ainda dorme.

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Um comentário:

  1. a paixao do gajo agora tem mais testemunhas, os gatos jah sabem!... serah fofoca das paredes?

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