terça-feira, 9 de outubro de 2012

Qualquer rosto


Não sei seu rosto, é apenas um nome e elogios. Conheço sua poesia, versos, e talvez até sua alma.

Mas cadê o seu rosto?

Sei que é mineira. Sei que é mulher, e às vezes chuto, penso e imagino como deve ser o tom do cabelo e a voz, mas não conheço os teus olhos, nem tua boca.

Sei quase quem é, adorei te conhecer. Gosto do que escreve e gosto quando me lê.

Talvez seja melhor assim, que fique escondidinha me vendo pela janela, fuçando minhas gavetas de textos, deixando bilhetinhos ao sair.

Saiba que encontrei sua escrivaninha, e mesmo sabendo, estarei disfarçado lendo você.

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2 comentários:

  1. faltam-me as palavras, tamanha surpresa!
    qual recurso? recorrer ao ofício...rs


    os olhos moram no rosto, a visão nas entrelinhas
    a boca compõe a face, a voz sublinha
    e da janela amarramos poesia com brancas linhas
    disfarçamos-nos de poetas para voar além da escrivaninha.


    muito agradecida David pela gentileza! abraço

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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