sexta-feira, 2 de março de 2012

Pálidas paredes testemunham

Pálidas paredes testemunham...

Olhares cruzados, silêncio ao redor, salivação... Troca de energia. As mãos percorrem lugares sensíveis, e a respiração descompassada, ensurdece os ouvidos de vontades.

As roupas começam a criar asas, e a pele exposta recebe todo o carinho e o calor dos beijos. As carícias não param e o ritmo é alucinante, cheio de sincronismo.

Isentos de prazos, o acelero os envolve num turbilhão de sensações excitantes.

As unhas cravam, e desenham uma trilha que percorre o corpo em constante transpiração, terminando em um sussurro final... O prazer impagável e, enfim, o alívio imediato - a sensação de derreter-se aos poucos - embalados num sossego sem tamanho.

As gargalhadas pairam sobre as casas e, pequenos diálogos ofegantes antecipam a vontade de escalar as nuvens novamente.


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