quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Estações. Ela em uma, eu em várias

Durante uma tarde de sol com ventos frios, um encanto que durou minutos.

Calça larga tipo bombacha abotoadas nos tornozelos, sapatos bem engraxados, quase como coturnos, jaqueta, blusinha de menina por baixo e óculos que não escondiam os lindos olhos azuis. Cabelos loiros na altura do ombro, brincos pequenos dourados – que notei por conta de um grampo lhe penteando o cabelo da lateral para trás da orelha. Parece gaúcha, pensei.

Só lhe faltava o chimarrão, mas a mochila vermelha no chão não negava; uma bandeira do Estado bordada confirmou a suspeita.

Encostada no canto do metrô, levemente inclinada, com o ombro encostado e mãos no bolso. Olhava para o chão, eu também, do outro lado, quase na mesma posição.

Eu para esquerda, ela para a direita, nos olhamos, sorrimos com os olhos, eu desci, ela ficou me vendo subir as escadas. O trem foi embora, ela também. Eu precisava continuar meu caminho, baldeações, e ela... sabe lá Deus onde ela está agora.

Estações. Ela em uma, eu em várias.

Um comentário:

  1. Me lembrei de todos os dias, indo embora pra casa, cada dia 1,2,3 paixões diferentes, é impressionante como as estações vivem floridas hj em diaaa, são lindas flores, de varios tipos..de varios cheiros..e a cada nascer do sol, as flores se modificam...esta é a primaverda das estações =)
    Rafa Pato

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