terça-feira, 23 de agosto de 2011

Que fase!

Pular da cama, correr, se apressar sem se atrapalhar. Pega a roupa quase de uma vez, se enrolar um pouco com os botões, uma breve olhada no espelho. Pronto! Ah não... Esqueci da chave. Procuro, procuro... Encontrei!

Tô atrasado!

Vou até a porta, a chave não vira, eu forço, a chave quebra. Tento pular a janela e caio no jardim, saio na rua, de longe o vizinho me avista e diz: “Caramba cara, você anda estranho, mas pular a janela vestido todo torto em pleno o domingo é exagero”.

Parei na calçada e olhei pro meu corpo todo amassado, com a camisa torta e o relógio na mão errada. Virei o olhar novamente para o vizinho, e ele, reprovando totalmente minha posição disse: “Que fase!” e voltou a lavar o carro como se eu não existisse mais – realmente, queria ter sumido mesmo.

Entrei pela janela, peguei o controle remoto, senti algo encomodar no bolso, era a escova de dente, liguei a TV no Repórter Rural – matéria sobre os burros – e fui lavar o rosto, mas antes, tirei o sapato de dentro da pia.

3 comentários:

  1. Daviinho, vc é genial em seus textos! De vez em quando passo por aqui, quietinha em silêncio só pra apreciar ;D Parabens.

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  2. Como diria Milton Leite: "Meeeeeeeu Deus"

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  3. O condicionamento social exigido nos faz perder a cabeça, às vezes, nos perder!

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