quarta-feira, 20 de julho de 2011

O mundo é cada vez menor. Isso te sufoca?

No quintal da vida é onde toda a magia se encontra, as coisas boas, a proteção, o grito da mãe ao alcance dos ouvidos – não é preciso celular no quintal da vida.

No quintal da vida, brinca o seu amigo, seu irmão, primo, tio, avós, todas as pessoas mais próximas. São as relações nos quintais que fortalecem a proximidade com as famílias, de sangue ou não.

Hoje em dia, não há quintais, muito menos varandas. Há apenas corredores e salas de estar, onde o ritual da televisão condena qualquer diálogo paralelo.

Quanto menos nos olharmos, melhor. Cada um no seu quarto, com a sua TV, seu computador, seu MP3, seu livro, na sua cama.

E a coisa desevolui a ponto de sermos amigos em redes sociais. É o avanço do refrigerador ao invés do frio e do aquecedor nos dias de verão. Estamos substituindo ou nos conformando com avatares ao invés de termos pessoas reais. Relações estranhas para a nossa natureza. São as essências sendo modificadas pela globalização.

Nos quintais não se conta mais histórias, não se brinca, nem se esconde. Não se encontra vida! Os quintais aos poucos estão morrendo. Crescemos e passamos para a calçada, a rua, os campos, o mundo, mas preferimos olhá-lo todo e as pessoas queridas que estão dentro dele apenas por janelas virtuais.

Nos acostumamos a ver o quintal e a rua pela janela. Precisamos abrir as portas e sair.

.

O resumo é cada vez mais cruel, ou não.

.

Um comentário:

  1. O mal estar da pós-modernidade líquida. Precisamos contribuir para reverter o quadro.

    ResponderExcluir